Brasil, janeiro de 2026 – Em um mundo cada vez mais tecnológico, moedas digitais como o Bitcoin e as stablecoins lideram o mercado mundial quando o assunto é criptomoeda. Mas é importante destacar que elas atendem a objetivos distintos, dentro do sistema financeiro. Segundo Cleverson Pereira, head educacional da OnilX, exchange brasileira especializada em soluções de pagamento, assessoria e educação financeira, compreender essas diferenças é essencial para decisões mais conscientes sobre dinheiro e investimento.
Criado em 2009, o Bitcoin foi a primeira criptomoeda do mundo e introduziu o conceito de dinheiro digital descentralizado, sem controle de governos ou empresas e com oferta limitada a 21 milhões de unidades. Essa escassez programada sustenta sua tese como reserva de valor no longo prazo, apesar da volatilidade significativa no curto prazo. “O Bitcoin não foi criado para ser estável, mas para ser soberano. Ele funciona como um sistema financeiro alternativo, com regras matemáticas claras e que não podem ser alteradas. A volatilidade faz parte do processo de amadurecimento desse ativo”, esclarece Pereira.
Já as stablecoins, por sua vez, surgiram para atender à demanda por previsibilidade dentro do mercado cripto. Esses ativos digitais são pareados a moedas fiduciárias, como o dólar, mantendo valor próximo ao ativo de referência. São amplamente utilizadas para pagamentos, transferências internacionais e proteção temporária de capital. “As stablecoins cumprem um papel operacional importante. Elas oferecem estabilidade, liquidez e funcionam como porta de entrada para quem está começando no mercado de moedas digitais”, explica o especialista.
Ainda segundo Pereira, em relação à segurança, os riscos são de naturezas diferentes. Enquanto o Bitcoin está sujeito à variação de preço, as stablecoins dependem da confiabilidade das empresas emissoras e da transparência das reservas que garantem seu lastro. “Não existe ativo totalmente livre de risco. A diferença está em entender qual risco você assume e se ele faz sentido dentro do seu objetivo financeiro”, ressalta.
Como escolher a moeda digital mais adequada
Para quem busca decidir entre Bitcoin e stablecoins, o primeiro passo é definir o objetivo do uso do dinheiro. Segundo Pereira, essa análise evita decisões impulsivas e expectativas desalinhadas. “Quem pensa em preservar valor no longo prazo e aceita oscilações tende a se identificar mais com o Bitcoin. Já quem prioriza estabilidade, liquidez ou precisa usar o recurso no curto prazo encontra nas stablecoins uma opção mais adequada”, explica.
O tempo também é determinante quando falamos do assunto. Investimentos de meses ou semanas costumam exigir menor exposição à volatilidade, enquanto estratégias de longo prazo permitem absorver ciclos de alta e queda do mercado. Outro ponto fundamental é o controle emocional. “Se a oscilação de preço gera ansiedade, o investidor provavelmente está no ativo errado. A escolha correta é aquela que permite dormir tranquilo”, afirma Pereira.
Para finalizar, o especialista destaca ainda que é muito comum o uso combinado dos ativos por investidores, apostando nas duas moedas. “Manter uma base em stablecoins, para segurança e liquidez, e uma exposição gradual ao Bitcoin é uma abordagem comum e racional. O mais importante é evitar aportes impulsivos e nunca investir recursos que serão necessários no curto prazo”, completa.
AVO Educacional
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