Coinbase se posiciona contra o Clarity Act: “problemas demais”

Brian Armstrong, CEO da Coinbase, afirmou nesta quarta-feira (14) que sua corretora não estará apoiando o Clarity Act, um conjunto regulatório que será apresentado no Senado dos EUA nesta quinta-feira (15). Segundo o executivo, o rascunho tem “problemas demais”.

Paul Atkins, presidente da SEC, apontou que essa semana poderá “definir o tom para o resto do ano”. No entanto, a desaprovação do texto pela maior corretora americana mostra que o caminho será longo.

Independente disso, o Bitcoin opera em forte alta nas duas primeiras semanas de janeiro, subindo 10,9% no período. Outras criptomoedas acompanham a valorização.

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Coinbase aponta que texto regulatório sobre criptomoedas está cheio de problemas

Como o próprio nome sugere, o Clarity Act busca trazer clareza regulatória para a indústria de criptomoedas nos EUA. O conjunto de leis seria o próximo passo após o Genius Act, focado em stablecoins, ter sido aprovado no ano anterior.

No entanto, Brian Armstrong, CEO da Coinbase, aponta que eles não podem apoiar o projeto do jeito que está escrito.

Dentre os problemas, o executivo citou:

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  • Uma proibição de fato de ações tokenizadas
  • Restrições ao DeFi, dando ao governo acesso ilimitado aos seus registros financeiros e eliminando seu direito à privacidade
  • Enfraquecimento da autoridade da CFTC, sufocando a inovação e tornando-a subordinada à SEC
  • Emendas preliminares que acabariam com recompensas em stablecoins, permitindo que bancos proíbam a concorrência

Resumindo em uma frase, Armstrong apontou que “esta versão seria substancialmente pior do que o status quo atual”.

“Preferimos não ter projeto algum a ter um projeto ruim. Esperamos que todos consigamos chegar a um texto melhor.”

Brian Armstrong, CEO da Coinbase, vai contra o Clarity Act nos EUA, apontando que texto atual está cheio de problemas. Fonte: X.Brian Armstrong, CEO da Coinbase, vai contra o Clarity Act nos EUA, apontando que texto atual está cheio de problemas. Fonte: X.
Brian Armstrong, CEO da Coinbase, vai contra o Clarity Act nos EUA, apontando que texto atual está cheio de problemas. Fonte: X.

Finalizando, em outro tuíte, o fundador da Coinbase diz estar otimista mesmo assim, notando que chegarão ao resultado certo caso exista um esforço contínuo.

Posição da Coinbase faz Senado americano recuar

Dado que a Coinbase é a maior corretora americana, tendo sido a primeira a abrir capital e ser listada na Nasdaq, a opinião de Brian Armstrong acabou repercutindo no Senado.

Segundo a jornalista Eleanor Terrett, o comitê chegou a retirar a pauta da reunião marcada pra hoje.

“O Comitê Bancário do Senado decidiu retirar da pauta a sessão de amanhã sobre a estrutura de mercado, após a confusão de hoje envolvendo a Coinbase. Ainda não está claro se uma nova data foi definida.”

Senado americano recua após comentários negativos da corretora Coinbase. Fonte: X.Senado americano recua após comentários negativos da corretora Coinbase. Fonte: X.
Senado americano recua após comentários negativos da corretora Coinbase. Fonte: X.

Outras empresas, no entanto, estão mais animadas com o projeto. Dentre os exemplos está a Ripple (XRP).

“Embora tardia, essa iniciativa do Senator Tim Scott e do Comitê Bancário do Senado dos EUA sobre a estrutura de mercado é um enorme avanço para criar marcos regulatórios viáveis para o setor cripto, ao mesmo tempo em que continua protegendo os consumidores.”

“A Ripple (e eu) sabemos por experiência própria que clareza é melhor do que caos, e o sucesso deste projeto é o sucesso do setor cripto. Estamos à mesa e seguiremos avançando com um debate justo. Continuo otimista de que os pontos problemáticos podem ser resolvidos durante o processo de mark-up”, comentou Brad garlinghouse, CEO da Ripple.



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