Mineração de Bitcoin está esquentando lares na Finlândia

Enquanto o Brasil passa por mais um verão, a temperatura na Finlândia fica negativa nesta época do ano. Por conta disso, a mineradora MARA está usando suas operações para não apenas ganhar bitcoins, mas também aquecer lares finlandeses.

Atualmente o projeto piloto está funcionando na cidade de Seinäjoki e na região de Satakunta, onde as temperaturas estão abaixo de 0º Celsius.

Cidade de Seinäjoki registrará temperaturas abaixo de 0° Celsius por toda semana. Fonte: Google Clima/Reprodução.Cidade de Seinäjoki registrará temperaturas abaixo de 0° Celsius por toda semana. Fonte: Google Clima/Reprodução.
Cidade de Seinäjoki registrará temperaturas abaixo de 0° Celsius por toda semana. Fonte: Google Clima/Reprodução.

Em conversa com o Grist, publicada na quarta-feira (14), Adam Swick, diretor de estratégia da MARA, comentou que isso “foi realmente algo óbvio” a ser feito.

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Mineradora de Bitcoin está esquentando casas na Finlândia

O projeto da MARA entrou em execução ainda em 2024, mas voltou aos holofotes nesta semana justamente por conta do forte inverno no hemisfério norte.

Em vídeo, a empresa explica que uma de suas unidades com 2 megawatt de potência consegue atender uma comunidade de 11.000 pessoas. Além dos bitcoins minerados, a ideia é monetizar o calor gerado por suas máquinas.

“O aquecimento distrital envolve aquecer a água em um local central e distribuí-la por uma rede de tubulações subterrâneas dentro de uma área local.”

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A solução também envolveu um baixo custo de implementação. Afinal, ela usa a mesma estrutura tradicional e os moradores nem sequer percebem a mudança.

Após a água quente passar pelos aquecedores residenciais e ficar gelada novamente, ela então retorna para a mineradora, que repete o processo utilizando resfriamento líquido em suas máquinas.

Diagrama mostra como a mineradora de Bitcoin MARA esquenta lares finlandeses. Fonte: MARA/Reprodução.Diagrama mostra como a mineradora de Bitcoin MARA esquenta lares finlandeses. Fonte: MARA/Reprodução.
Diagrama mostra como a mineradora de Bitcoin MARA esquenta lares finlandeses. Fonte: MARA/Reprodução.

Outro destaque mencionado pela empresa foi a rápida execução do projeto. Isso porque eles precisaram de somente 30 dias para instalar e colocar sua operação em execução.

Ativistas do Greenpeace continuam duvidando dos benefícios da mineração

Uma consequência desse projeto é a utilização do calor que antes seria desperdiçado, bem como a substituição de combustíveis como óleos e madeiras para aquecer casas.

“Os projetos da MARA na Finlândia são um exemplo claro de como a mineração de Bitcoin pode acelerar a eletrificação e a descarbonização do aquecimento distrital, ao mesmo tempo em que reduz custos de capital e operação.”

No entanto, o Greenpeace se recusa a aceitar que a mineração pode ajudar o meio-ambiente.

“Não é algo ruim conseguir aquecer casas de forma acessível”, disse Johanna Fornberg, pesquisadora sênior do Greenpeace, ao Grit. “Mas isso realmente justifica a indústria? Eu diria que não.”

“Queremos evitar acreditar nessas alegações de que o bitcoin estaria oferecendo uma solução onde, de outra forma, ela não existiria.”

No passado, a organização ambiental rodou uma campanha contra a mineração de Bitcoin, pedindo para os desenvolvedores substituírem o modelo Proof-of-Work por outro que não exige tanto poder computacional.



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