O site da pirâmide financeira Braiscompany, alvo da Operação Halving no Estado da Paraíba em 2023, ressurgiu após três anos sem funcionar, em um tom de sátira e humor educativo.
Isso porque, o domínio do site não pertence mais a Antônio Ais Neto (Toin) ou sua esposa Fabrícia Campos, líderes foragidos para a Argentina e condenados pela justiça brasileira. Na terça-feira (5), o ex-fundador do golpe que roubou bilhões de reais de várias famílias brasileiras anunciou uma live com investidores e voltou a chamar atenção em seu Instagram que conta com mais de 700 mil seguidores.
Na sequência, contudo, o site reativado lembra com humor para os antigos apelos prometidos a clientes, como promessas de ganhos mensais, entre outros. O Livecoins apurou nesta quinta-feira (7) que o site voltou até com a oferta de “Planos”, como o “Acreditei”, “Hipotequei a casa” e o “Família Toda Dentro”, lembrando os fortes apelos mentirosos que a empresa mantinha para convidar vítimas para o golpe.


“Conhece o Antônio? Aquele que levou seu patrimônio”, diz novo site da Braiscompany em formato de sátira
Quando ainda funcionava, a Braiscompany mantinha sede em Campina Grande, São Paulo e vários outras cidades brasileiras com um formato de captação agressivo de investidores. Com a promessa de ser uma empresa de criptomoedas séria, a empresa chegou a ofertar vários negócios surreais e o seu fundador se encontrava com celebridades como Neymar, Messi e Romário em busca de legitimar a imagem do negócio.
Quando seus donos fugiram para a Argentina, antes da operação da Polícia Federal, vários investidores ainda defendiam o negócio publicamente e acreditavam que voltariam a receber seu patrimônio.
Com o ressurgimento do site sátira em 2026, a situação lembrou de forma inusitada para o episódio, ao destacar que o Antônio é aquele que levou o patrimônio das pessoas.
Vale lembrar que ao fugir para a Argentina o casal teve mais um filho no país para atrasar a extradição ao Brasil e driblar a justiça, em busca de ganhar tempo para evitar as condenações no país. Assim, os investidores ainda esperam um dia resgatar pelo menos parte do dinheiro aportado na pirâmide, caso eles sejam repatriados e entreguem a posse das suas carteiras de criptomoedas ao judiciário nacional.
AVO Educacional
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